Até há pouco tempo, a prática de atividade física estava associada aos benefícios que ela propicia para os sistemas vascular e cardiorrespiratório, o controlo da obesidade e o bem-estar geral. Contudo, não era comum avaliar os benefícios que os exercícios físicos poderiam produzir no cérebro e na saúde cognitiva. Os estudos atuais demonstraram que: tudo o que faz bem para o corpo também faz bem ao cérebro. Portanto, todos devem incorporar a atividade física à rotina, sem demora. Sempre com a supervisão e o consentimento do médico de confiança.

Assim como a alimentação equilibrada e o controlo do stress, a atividade física é parte fundamental de um estilo de vida saudável. Eles fazem bem ao coração, ao equilíbrio, à coordenação e à disposição. Além disso, aumentam o fluxo sanguíneo no cérebro, o que mantém a saúde dos neurónios. Os benefícios são bem evidentes, considera-se também que a atividade física ajuda a evitar outros fatores de risco para a demência, como a obesidade, a hipertensão, o diabetes tipo 2 e as doenças cardíacas.

Muitos especialistas acreditam que, até o momento, a atividade física é a principal medida neuroprotetora garantida. Uma pesquisa concluída, recentemente, acompanhou por 20 anos quase 500 adultos com a idade avançada. Todos os movimentos e as atividades foram registados. Eles concordaram em doar os cérebros para análise após a morte. O resultado demonstrou que os mais ativos, ainda que tenham desenvolvido algum problema cognitivo mais tarde, apresentaram melhor resultado em testes de memória e de lógica por mais tempo. O estudo foi publicado no periódico Neurology.

O exercício físico não precisa ser intenso para proporcionar os benefícios esperados.

Quem consegue completar 150 minutos semanais com exercícios físicos de alta intensidade está a realizar um grande feito. Mas, o importante é que a atividade seja constante e faça parte da rotina. Qualquer exercício aeróbico (aquele que acelera o coração e aumenta a percepção de esforço) feito por 30 minutos, diariamente, faz bem à saúde. Não precisa correr em alta velocidade ou nadar com intensidade. Algumas práticas, como caminhar pelas ruas do bairro, dançar em casa, subir as escadas fortalecem o corpo e auxiliam a manutenção da saúde cognitiva. Se o ritmo for muito leve, o ideal é aumentar o tempo de execução. Embora ainda não se saiba exatamente como o exercício físico atua na saúde cognitiva, os cientistas afirmam que ele aumenta o fluxo sanguíneo e o volume do cérebro e também estimula o crescimento dos neurónios. Ou seja, com atividade é possível retardar alguns anos no processo do envelhecimento.

As atividades mentais também protegem o cérebro.

Fontes: Neurology e Cleveland Clinic

Atualizado em 28/07/2020.

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