Um dos momentos mais difíceis na vida de uma pessoa é perceber e ter a confirmação de estar com uma doença crónica, progressiva e sem cura. O desconhecido assusta e amedronta. Abaixo, uma mensagem de esperança da neurologista Dra. Luísa Alves, assistente na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e Investigadora no Centro de Estudos de Doenças Crónicas da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (CEDOC). Diariamente, ela lida com os desafios de doenças neurológicas.

 “Não há doença que possa apagar os objetivos alcançados nem a história de vida de alguém. Viva o presente. Aproveite a vida. A pessoa é a mesma no minuto antes e no minuto após receber o diagnóstico. 

É importante não se preocupar com o peso da palavra, pense que o senhor/ a senhora ainda é a mesma pessoa, apenas surgiu um desafio no caminho que não vai deitá-lo abaixo.

Nós somos muito mais do que as doenças que nos acometem e nós podemos viver uma vida de qualidade, prazerosa e produtiva, à medida que nos adaptamos a esta nova aventura. Imaginemos que é uma gincana, um concurso que nos propuseram, e nós vamos a jogo. Juntos, com serenidade, venceremos!

Por outro lado, deixe-se ser acompanhado, ajudado. Tal como quem parte uma perna ou tem uma doença oncológica beneficia-se do auxílio de amigos e de familiares, também uma pessoa com defeito cognitivo pode beneficiar-se deste apoio. Não é indigno!

Saiba também que, infelizmente, a própria doença priva-nos da capacidade de discernir se não somos capazes de fazer certas coisas, a própria doença distorce a consciência das nossas falhas. Por isso, é preciso acreditar no médico e no familiar/amigo de confiança e seguir os conselhos deles em assuntos, como por exemplo, condução, capacidade de viver sozinho, cozinhar sem recurso a gás.”

Leia aqui a íntegra da entrevista sobre demência com a Dra. Luísa Alves.

Saiba o que fazer ao receber o diagnóstico de Alzheimer.

Atualizado em 21/07/2020.

Partilhar: