Quando um novo tratamento ou um medicamento é submetido a testes clínicos, possíveis usuários comemoram. Porém é preciso calma, pois o processo é longo. Primeiramente, a droga passa por testes pré-clínicos, onde os aspetos de segurança são avaliados em animais de laboratório. Em seguida, iniciam-se as fases de pesquisa clínica, nas quais os testes são realizados em seres humanos. O objetivo da pesquisa é obter o maior volume de informações possível, que responda sobre os riscos, a segurança e a eficácia. O mesmo procedimento é válido quando os pesquisadores decidem testar uma medicação já disponível no mercado e aplicá-la com novas finalidades.

Há vários tipos de testes clínicos, cada um com objetivos bem específicos. Eles podem testar os tratamentos, testar os modos de prevenir uma doença, testar as formas de diagnóstico ou apenas servir como base de observação para um estudo. Para a pesquisa de tratamentos, os testes clínicos são divididos nas seguintes fases:

Fase I – O medicamento é, geralmente, testado em indivíduos saudáveis para avaliar a segurança e as possíveis dosagens.

Fase II – Mais indivíduos com a condição estudada recebem a medicação e diferentes dosagens são ministradas.

Fase III – A nova droga é submetida a grandes estudos em diversas instituições e testada em milhares de pacientes, por mais tempo. Os resultados são comparados aos efeitos de outras drogas. A partir deste momento, pode ser aprovado para o uso comercial.

Fase IV – Quando o medicamento ou procedimento já está disponível, os testes são realizados para obter mais informações, como os efeitos colaterais e a eficácia do produto.

De acordo com a EU Clinical Trials Register, os pacientes que pretendem participar de pesquisa clínica não devem usar a informação fornecida pelos pesquisadores como uma recomendação médica.

Ao participar de pesquisas clínicas, o paciente pode ser beneficiado com tratamentos ainda não disponíveis no mercado e ajudar a comunidade médica a compreender melhor uma doença e, assim, desenvolver as novas formas de tratá-la. Antes, porém, é importante discutir com o médico de confiança para saber se o teste é adequado ao perfil do paciente e não o expõe a risco.

Regras para os testes clínicos da Comunidade Europeia

Toda organização que pretende conduzir os testes clínicos na Comunidade Europeia deve seguir as diretrizes definidas pelo Parlamento Europeu e que constam do Clinical Trials Directive. A European Medicines Agency (EMA) também apresenta as orientações específicas para o teste de medicamentos.

Fonte: Alzheimer Europe, Alzheimer Research UK, EU Clinical Trials Register

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